sábado, 29 de setembro de 2012

Hoje há Tristeza

Do alto do monte acenava
para alguém que um dia
ruiu minha força e
diluiu minha torre e meus sonhos
que escoaram para debaixo do tapete
imundo da indiferença com a qual trato
aqueles que hoje passam onde para
o mundo eu cantava o amor.
Agora canto a minha dor...


Thiago Grijó Silva

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Noite Pálida


A noite passa, me invade
a alma de súbito surpreendida
por tamanha falta de coerência
na insensatez do homem

Que olhando as estrelas
do ínfimo céu de seu mundo
não observa as constelações
que ao seu redor cantam

E clamando a lua me invade 
hoje a noite, o desespero, e no peito
um calafrio, a alma surpreendida

pálida adormece nos pesadelos
já conhecidos do homem que passa
as noites em casa, olhando o nada.


Thiago Grijó Silva

Ninguém


Ninguém me vê
Andando pelo escuro
Vagando por um fluxo independente
Temendo por saber

Ninguém sabe
Dos meus tormentos
Hora seja por covardia
Horas mais tarde talvez por alegria
Ninguém me vê sofrer...

Ninguém
As entrelinhas da minha historia
Nem mesmo se importam 
Quando eu for embora
Quem vai chorar?

Ninguém ouviu
O grito desesperado do meu silencio
Calado pela minha repressão
Mas libertado pelo meu dom...

Ninguém quer me dar
Um olhar de carinho
Atrás das sombras só encontro escuridão
E dentro delas, proteção...

Ninguém olha
Ao redor tudo vazio
Mesmo em publico estou sozinho
Mesmo amando, não sou amado
Mesmo andando eu paro
Procuro um amigo
E do meu lado...
Ninguém...

A verdade é que o tempo passou
Segui meus próprios passos
E ignorei os rastros que qualquer outro deixou
Agora estou parado
Me esconder era tão fácil
E o que me sobrou?
Enterrar-me no passado
Nas lembranças que me restaram
Nos amores que vivi
Nos minutos que sorri
O instante em que falei
Nada sou, nada sei
Apenas sinto um vazio

Temendo por saber
Andando pelo escuro
Ninguém me vê...


Thiago Grijó Silva

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Tristeza



Dizem que você passa.
Que não demora, logo
você vai embora e eu
não te verei mais.

Dizem que tudo passa
E que logo vou esquecer
que algum dia eu chorei
com você.

Me disseram coisas erradas
Que nada é concreto.
E o que temos, se encerra.

Me disseram tanta coisa
que não sei a quem ouvir.
Nem como me sentir.


Thiago Grijó Silva

sábado, 15 de setembro de 2012

Versos de Sangue

Amargura tão bem sentida.
Esperei a noite toda a sombra
de tua companhia, que esvai
conforme o tempo passa.

Ele carrega tão bem sentida
Agonia, esperei teu rosto
por uma vida vir a refletir
teu olhar entre minhas estrelas

Para sozinho contemplar
As constelações de um universo
em versos preso dentro dos teus olhos

Carregam imagens tristes
De uma alma chorosa
que canta tua falta, em mim.


Thiago Grijó Silva

10 segundos podem valer uma vida. Uma vida nem sempre vale 10 segundos.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Terceira Pagina



Aqui onde o mundo parece pequeno
Solitário, prossigo minha jornada em desalento.
Entre ruas escuras me lembro de quando
antes era mais fácil decidir, ou fugir
sem ter de arcar com o peso das decisões tomadas
onde podia me esconder e evitar qualquer cilada
onde tudo era mais fácil de se resolver.

Mas esta noite, tudo me parece difícil
Mas eu prossigo minha jornada em desalento.
Entre a luz e a sombra, tem  vezes que a dor
em mim brada mais forte do que um carinho.
Então é mais simples jogar tudo fora, expor
minhas fraquezas, fechar as portas e mandar
toda a felicidade embora.

Mas essa estrada já ta quase no fim
Eu é que insisto e prossigo em desalento.
Solitário, tento ser feliz com minhas dores
escrevo e canto a quem queira ouvir meus versos
dizendo a todos o quanto sou fraco e lhes peço:
me amem! De tal forma, como nunca me amei.

E a estrada acabou, mas eu não cheguei.
É um novo corpo e em desalento pensei
em mil formas de conseguir reviver minha infância
ter de volta meus 13 anos roubados pela vida
prosseguir ao passado em vez de encontrar novo rumo
mas na impossibilidade de regressar, eu presumo:
Só me resta, caminhar.





Thiago Grijó Silva

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Chora


Como se não soubesse tuas desculpas de cor
Mas me parece que teu amor sumiu
E em seu lugar ficara o vazio dos teus lábios
Marcados no meu coração
Como se já não quisesse
Tuas caricias, juras de amor.
Perdida na beira da estrada
Morre só o meu amor
Adoecendo sozinho
Morre com dor
Mas chora,

Quando te ouve falar de agora
Quando te pões a dizer que o adora
Quanto te ouço sorrir...
Quando me diz que me esqueceste
Quando não me procuras
Quando sei que nada mais significo para ti...
... Chora...


Thiago Grijó Silva

sábado, 8 de setembro de 2012

Raiva



Olhos vermelhos
Fitando no espelho
Um rosto sem mente
Uma raiva enervante,
Pulsando do fundo de meu ser.
Minha mente vazia
Não pode conter
Minha raiva enervante,
Pelos olhos do meu ser.

Olhos vermelhos
Fintando o fundo de meu ser
Onde uma raiva enervante,
Irracional, ignorante
Se esconde de você
Minha mente se cala
Quando a raiva se enerva
Vai se enervando sozinha
Se tornando raiva eterna
Maculada, sozinha
Nas profundezas do espelho do meu ser.


Thiago Grijó Silva