quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Renascimento

Minhas penas estão velhas
Ando precisando morrer.
Mover meu corpo a cinza
E dos Flagelos que o vento levar
nascer na tempestade
que este causar.

E dali sobrevoar meu destino
Envelhecendo e morrendo,
quando for preciso


Thiago Grijó Silva

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Vaidade

Esta tudo meio nublado
um azul escuro cintila
é minha alma sozinha
que canta dores.

Enquanto varro os sonhos
dorme a noite, e o dia
escurece sob o fenecer
do carinho de um qualquer;

que por medo manteve-se
preocupado em receio
atento ao nulo.

E por descuido, cai em poder
da insanidade só por conta
de um capricho, vaidade. 


Thiago Grijó Silva

sábado, 5 de outubro de 2013

Nona Pagina


Em profundo relaxamento, me preocupo apenas
em ser exatamente o que sempre me acomodei a ser.
Agora que me vejo de frente a tempestade
o tenebroso cantar de seu sopro me assusta
toma de tal maneira meu coração
que me cansa a alma e acuado
procuro uma fuga
para um tempo que não existe
um passado que me ignora
e bebo dessas lembranças para
sustentar a saudade de um dia onde
eu não precisava correr, nem chorar.

Caminhar ali era apenas outra parte
não um meio necessário a minha fuga
ou aprendizado, e agora
preciso andar léguas para conquistar o que antes
em um salto eu pegava
mas sempre escoava pelos dedos.

Caminhar nessa bruma e perigoso
mas se não parar a tempestade
de que adianta pedir socorro?

Estou com medo, e carrego tantas
inúmeras duvidas, será que alguem
ira me responder?

Em profundo pavor eu percorro o caminho
que de certo devo merecer
espero contudo que esteja comigo
no brilho da lua mais tormentosa
ao raio resplandescente do sol
a afastar-me das sombras
espero que preenchas minha vida
de luz e de amor.
Eu necessito, senhor,
de muita paz, de menos dor.


Thiago Grijó Silva

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Ultimo Desejo

Se hoje eu morrer
Permita-me ser uma luz.
E que neste dia não exista
treva, nem me toque o frio
não me beije medo
e me abandone solidão.

Mas se for só,
que eu vá bem
e em paz permita-me
não deixar muita saudade
nem levar comigo o peso,
da saudade em meu rosto.

E se for pra bem
que seja para muitos.
E que esse bem se perpetue
nunca finde, e permaneça
a existir em cada gota suada
pela dor de um espinho.

Mas se eu viver
Tenham pena.
E permita-me ser uma luz,
para que não me abrace solidão
não beije o medo, acaricie o frio
ou me cubra a treva.


Thiago Grijó Silva

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Saudades de Ontem

Ontem você estava
esperando a qualquer hora
disposta a ser meus ouvidos
Não importando se o regresso era tardio.

Ontem não me julgava, nem fugia
sempre esteve disposta
Não importando o frio ou a chuva.
Nunca se cansava de esperar.

O que mudou no meu regresso
que faz do tempo
um empecilho para ti?

Sinto saudades de ontem
onde minha voz era teu riso.
E você sempre estava ali.


Thiago Grijó Silva

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Falta

Do beijo que me davas
do abraço, o teu calor.
Teu corpo a apertar-me
como se nunca mais
me quisesses soltar.

Teu olhar sempre tão doce
teu cheiro, o gostoso sabor.
Dos lábios a acariciar os meus
Da ausência das palavras
na troca de nossos olhares.

Da ternura impar que cativa
minha princesa, amor da minha vida.
Da bondade que flui, como a agua
num dia de chuva, sobre todos.
Merecedores ou não.

Do amor que pela vida desfruto
do coração, que levou contigo.
Da alegria de poder só te olhar.
Espero saudoso teu regresso.
De ter você por perto.


Thiago Grijó Silva

Dedicado a Mary Oliveira

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Oitava Pagina


Se eu pudesse me agarrar a alguma coisa, eu sonharia. 
Porque dos sonhos, eu sei, posso tirar meu pão
arrebatar minha sede num mutirão de palavras 
Doces que recaem em meu travesseiro
recoberto com delicioso resquício
da esperança que meu coração preparava.

Se eu pudesse me agarrar a um dia, seria este.
Porque nunca, eu sei, esteve tão enraizada
esta semente que por fim brota esplendorosamente
ramos incontáveis dos frutos mais variáveis
de sabores sutis, ásperos, indigestos
numa variedade que somente a perfeição
poderia me reservar. E não desejo
nenhuma outra vida, nenhum outro dia
nem um outro minuto, instante, tempo ou lugar
para estar, se não neste agora.

Desejo que dure, que perdure por entre as eras
abocanhe meu corpo e me de pernas
para que com elas, enfim, eu possa caminhar
entre as brumas tão densas desta manhã ensolarada
que a dias estava encoberta, agora teu olhar a dispersa.
E não pretendo fugir. Desejo me deitar sobre o universo
que aqui descobri e esparramar-me nele, faze-lo
de meu coberto, meu colchão.

Se antes tinha medo da felicidade, nesse dia só me pergunto
porque tanto tempo desperdiçado 
voando mais baixo do que conseguiria chegar.
Se soubesse não cairia tão fundo, não iria tão alto
se antes pudesse te enxergar.

E nesse tempo de alegria, um temor me ronda 
a espreita, no escuro, minha mente perturba
dizendo poder apagar.
mas sigo esta lua porque quando não mais
eu puder me agarrar ao sonho.
Não desejarei, viver mais.


Thiago Grijó Silva

Plenitude


Você é a luz da minha treva
as outras eram só lanternas
cujo o facho as trevas ocultou.

Você é a semente que germina 
no meu coração alegria, 
e dos frutos da bondade
alcançarei objetivos e futuros

Tudo porque seu abraço vai me sustentar
quando a noite cair temerosa,
e teu ombro a acolher minhas lagrimas
dispersando o frio da insegurança
preenchendo-me do calor de sua alma
e tomando para si um coração
que há muito, a ninguém pertencia.

E agora encontra sua dona
E não deseja mais
não sofre
nem sonha,
é pleno,
é feliz,
esta em paz.


Thiago Grijó Silva

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Jardim de Rosas


Colhi no caminho
Espero que não venha
a lhe cortar um espinho

Mas que cada pétala
te perfume os lábios 
com meu beijo

Que a cada noite
floresça no jardim
olhares que se perdem
num coração alheio
casados como as
vozes de um dueto
que nunca silencia. 


Thiago Grijó Silva

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Despedida




Oi mundo
tem sentido minha falta?
Talvez não tenha notado
que andei longe
por muito tempo isolado
pensativo, meditando
recalculando as orbitas
do meu sistema planetário.
para por fim sepulta-lo
num buraco escuro e gelado.

Mas mundo
promete que vai lembrar de mim?
Talvez não fale meu nome
ou nem lembre meu rosto
mas se apenas deixar
florescer esse botão no coração
dos outros, ele possa
desabrochar em cada um deles
saudades. E por em cada rosto
muitos risos, muitas lagrimas.

Ah mundo
alguém tem perguntado?
Talvez não tenham notado
ou não pensem mais em mim
apenas faça valer meu esforço
e de aos poucos que se lembram
um minimo de conforto
e retarde este silêncio
que ocupa meu espaço
apagando meus rastros.


Thiago Grijó Silva

sábado, 6 de abril de 2013

Sétima Pagina

Não tem velas ou ventos
meu barco podre esta naufragando
e não tenho remos ou botes
para alcançar terra firme 
que se esconde sob ondas negras
e a quebrada de cada onda
me revela uma bruma vermelha
e em meu rosto disforme
vejo a sombra de um vil ser vivente
uma tormenta que paira só
e apenas na minha cabeça.

Virei o leme para outro curso
mas mudar o rumo
não me afasta da sombra,
não posso fugir de mim.

É eterna a noite nesses mares,
gélido são os cantos uivantes
dos tornados que conduzem
as negras águas para um balé sombrio.
E rodando ao redor do navio
o derrubam, o cortam
sem sequer me tocar.
Tenho medo mesmo 
é dos seres que habitam tais aguas
e procuram da minha alma se alimentar
todos tem um mesmo rosto
que o espelho insiste em me mostrar.

Pedi socorro, mas Deus não ouviu
talvez tenha saído, ou quem sabe
esta esperando que eu seja o milagre
em vez de procurar por um.

Eu só sei que não estou mais aguentando
esse mar me balança e me testa aos limites
que o imaginário humano nunca
poderia alcançar.
cada dia dura um minuto, as vezes mais
tem tempos em que o tempo inexiste
e vago entre paredes brancas
virando o leme a lugar nenhum
Mas vou tentando conduzir minha vida
sem um tripulante no barco,
mas vejo outros barcos fugindo
acho que tem medo de vir para cá.

Acenei a um deles com um grito
e verbalizei minhas balas
sem nenhum motivo
e vi outro barco recuar.

Agora chove, chove uma chuva salgada
que preenche todo o mar
e que machuca,
e cria uma ulcera a corroer
meu corpo por dentro
e chove tanto que nem lembro
porque começou.
Tanto esforço e tempo gasto,
bravatas sempre foram meu fado
Lamina que me faz morrer.

Cortei os pulsos outro dia
mas nenhum sangue caiu
nenhuma lagrima jorrou
será que meu mar secou?


Thiago Grijó Silva


















quinta-feira, 4 de abril de 2013

Passagem


Sinto-me longe...
Distante do que antes me alegrava os dias
Do que antes me enchia de alegria
Agora nem mais ouço falar...

Sinto-me preso...
Trancado na minha vida
Prisioneiro de um mundo feito de mentiras
E eu não sei por onde escapar...

Sinto esvaziar-se a mente
Sinto-me levemente vago de conteúdo e saber
Como se toda experiência adquirida
Se transformasse da noite para o dia
Numa mórbida e suja palheta de mentiras
Desenhando fantasias, que eu não consigo usar...

Sinto-me perder-me de minha alma
Como se tua essência fosse vagarosamente embora
Enquanto assisto meu mundo sumir
No olho tenebroso de um buraco negro, inexistente de saber
Como meu mundo está atualmente, inexistente de viver...

Sinto que não me sinto o mesmo
Como se cada lembrança me dissesse
Que já não sou mais o que fui
Como se a cada dia eu soubesse
Que já não serei mais o que fui...

Sinto que já não escrevo
Por que não vejo mais
Aqueles belos dilemas
Onde estão meus poemas?
Por que não os leio mais?
Sinto que não me vejo a frente do espelho
Quem me falou que meus olhos estão vermelhos?
Por chorar por amor...

Sinto-me carregado
Cada dia passando como um raio
Sinto-me carregado
De dor e paixão
Essa tristeza e forte
Agoniando meu coração
Já um pouco cansado
Esperando acordado, a felicidade bater
Mas apesar de atrasada
Não vou brigar com você...

Quero saber quando vou escrever.
Sinto que já não ouço mais o poema
Sinto que os sons se calaram para mim
Como os sinos que já não tocam
Esperando ansiosos, o momento deu partir...

Mas já sei que estou errado
Afinal isso é tudo ao contrario
Meu erro é achar que acertei
Mas acerto quando penso que eu errei...

Olho pra frente e só vejo o escuro
Sinto-me no submundo
Mas ainda vejo o sol
Distante, porém grande
Forte, porém oculto
Iluminando quase tudo
Quem sabe não me ilumina também?...

Sinto-me castigado
Por mim mesmo
Aprisionado nesse quarto
Olhando pros lados
Imaginando lugares que eu não conheci
Pessoas que eu nunca vi
E mundos que eu ainda não construí...

Sinto-me com pena de mim
Como se estivesse desgarrado da verdade
Acolhido pela mentira da realidade
Das pessoas que reneguei...

Sinto que não choro
Mas penso que gostaria
Uma lagrima fria
Expressaria minha dor
Talvez melhor do que palavras
E quem sabe curaria minha dor
Talvez melhor do que o amor...

Sinto que já não amo
E no meu peito está
Uma pedra a bombear-me o sangue
No lugar de um coração...

Sinto-me sozinho
Mas ainda tenho motivos para lutar
Agora e hora de ir
E daqui eu vou seguir...


Thiago Grijó Silva

terça-feira, 19 de março de 2013

Fluxo


O rio esta me empurrando
Aonde eu não pretendia estar.
Tudo que exite corrobora
a ineficiência da tentativa.

Fluindo rio a abaixo 
Preso a matilha calada
que segue pela vida
de cabeça baixa,
vou caminhando.
Não quero esta coleira,
Prefiro minhas asas.
Por favor, me dem uma caneta
e um papel para desenhar
o fruto do qual não desfruto.
Tenho medo de não ser
Por favor,me deem um minuto.
Por favor mundo!
Eu preciso descer.

O rio esta mais alto, e me empurrando
Aonde eu nunca pensei chegar
Não estou mais voando.
Como eu queria estar.

Sonhando vida a frente
Não pretendo envelhecer
Sobrevivendo ao invés de viver.


Thiago Grijó Silva

quinta-feira, 7 de março de 2013

A Paisagem


  Todas as noites um homem caminhava até o topo de uma longínqua montanha. De seu cume era possível vislumbrar toda a densa floresta que havia abaixo bem como as extensas planícies que pareciam desaparecer no horizonte, banhadas por incontáveis estrelas do céu noturno. Deparar-se com tal vista enchia o homem de esperanças. Talvez o vento tocando seu rosto, o éden personificado a sua frente ou quem sabe o simples respirar do doce ar daquela paisagem enquanto a lua pelo céu caminhava, fosse o que lhe inspirasse a voltar. Fosse o que fosse, todas as noites o homem caminhava até o topo daquela longínqua montanha. E olhava. Comunicava-se com a paisagem. E dela obtinha um suporte, uma ajuda e respostas. Silenciosas respostas. Que só os dois entendiam. Era um momento que com outrem não poderia partilhar. Pertencia aquele homem. Pertencia a paisagem.

  Os anos passavam e os dois enamorados criaram um vinculo impossível de se romper. De se esquecer. Mas o mundo lá embaixo reclamava a presença do homem que ao amanhecer abandona sua paixão desmedida e regressa certo, a segurança de uma vida vazia. Desprovida de sonhos e fria. Mas de certo seu coração não regressa. E todas as noites aquele homem caminhava até o topo daquela longínqua montanha. E com eu coração, olhava. 

  Os anos passaram. Já não subia todas as noites. Uma semana. Um mês e cada vez mais o tempo se esticando. Até se tornar inexistente. Hoje aquele homem não sobe mais a montanha. Não vislumbra mais a densa floresta, nem as extensas planícies que desaparecem no horizonte sob um céu onde as estrelas morreram pela ausência de alguém que as contempla-se. Alguém que agora segue seguro sua trilha solitária pelo sombrio caminho do mundo.


Thiago Grijó Silva

segunda-feira, 4 de março de 2013

Guinada

Eu só sei que estou doente
Pensei que tinha me achado
Mas a duvida apenas me levou
por caminhos desconhecidos.

Pensei que era certo
e acreditei que viria
Mesmo que eu não me movesse,
Inda que eu não esperasse.

Sonhei com ares menos hostis
dos que encontro agora.
E me envenenam.

Adoeci por descuido
Pobre iludido do mundo
Pensou que seria feliz.


Thiago Grijó Silva

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Dia Cinza


Dia cinza e com o tempo fechado
demora até percebermos
que o mundo esta de cabeça pra baixo
mas não me faço cair.

Sustenta meu peso, o medo
Que me manifesta suave como a nevoa
com um toque de tristeza,
chuva miúda em meu ser.

Do corpo, ao pó voltarei.
Espero, Deus, que demore
Pois não tenho presa.

Quero esperar aqui sentado
respirando o cinza desse ar
gelado, que me pesa.

Thiago Grijó Silva


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Tolice

Eu costumava ter pena
Sentia remorso, ódio
Mas nunca me abatia
Ainda que morresse.

E me acostumei a doer
Não dor pequena, caricata
mas no seu exagero
me personificava.

Cada passo pesava
Caídos os ombros,
meus braços, não levantava

Sem agarrar meu futuro
pensei em parar.
Mas deixei isso pra lá. 


Thiago Grijó Silva

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Sexta Pagina

Hoje não tenho inspiração nem canções
que eu queria cantar.
Meus poemas, meus versos,
hoje nada me dizem
estão mudos
perplexos pela tua ausência abrupta.

Nunca imaginei doer assim.
Eu que sempre fui tão forte
eu que nunca chorei diante da morte
fui levado ao chão.
Num golpe covarde e sorrateiro
Perdi anos de um rosto maltratado pelo tempo
Anos de amor, carinho
e a minha mente se reserva apenas
as vezes em que fui tão rude
as brigas, os gritos.

Essa noite eu senti apertar meu coração
até o ponto em que não se contivesse
mais as lagrimas. Que se foram. Para nunca mais...

Em mim eu gritei contra a estrada
mas voltar é impossível. Deus disse.
o que um boneco pode fazer?
continuar brincando, até tirarem sua pilha
ou não quiserem mais você.
São só blasfêmias, de uma alma atormentada
pela ideia da morte, ser consistente.

Dois segundos no tempo, um mês ou mais,
talvez apenas um dia, seria o bastante
para eu levar um pouco mais de você
pela estrada que agora perdeu suas margaridas
e já não tem mais o mesmo sabor.
Como um prato de comida, bonito, apetitoso,
a vida se apresenta imortal e saborosa.
E conforme você come, e o prato terminando
Todo o bonito vai morrendo, e o tempo acabando.
Mas o novo sempre te espera,
esse é o consolo dos vivos,
esperar que o novo recupere
tudo aquilo que foi perdido.

Mas um dia você volta, e leva o novo embora.
E outro vem. E crescemos.
Por isso hoje não tenho raiva, ou magoas.
Apenas continuarei a caminhar.
inda que me falte uma estrela,
sei que o céu continuara a brilhar.
E é claro, vou sentir saudades.
Um beijo. E até mais tarde.


Thiago Grijó Silva

Até mais Vó...


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Inenarrável


Eu não sei descrever aquele momento
Com palavras ou versos, tudo parece
tão pequeno, e nada corresponde a grandeza
dos sentimentos que corriam por minha
alma naquele belo momento.

Eu não sei cantar como me sinto
Com prosas ou gestos, nada parece
Ter força para explicar o que eu vi
Quando em poucos segundos seu
olhar voltou-se a mim.

Você me tocou naquele instante
Sem toques ou beijos, tudo parece
Fazer sentido, e nada estraga a beleza
da poesia que corria, inenarrável, através
dos teus olhos a mim.


Thiago Grijó Silva

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Quinta Pagina


Eu procurei em minha trajetória
uma rota até as estrelas
que nunca alcancei. 
E segui por tempos esse caminho
entre as rotas do destino, esquecido.

Nunca pensei que fosse perder-me dos sonhos 
que até ontem davam as mãos a essa criança
e cantarolava comigo velhas canções
que neste fatídico momento não me consolam
o triste fardo de estar solitário.

Andei tantos anos sem dar um passo
chorei tantas vezes e nunca senti minhas lagrimas
acostumei-me a dor e as feridas que apenas eu via
marcar-me a pele da alma esfolando-a todos os dias.
Sem me perguntar se estou vivo o mundo gira
e trás a mim novo sol, novo dia.
Mas não perguntou se eu estava pronto.

Eu quis voltar, e não podia, se eu tentasse Deus ria
mas também não me deixava deitar. 
Todas as vezes em que fingi ser forte sentia o céu
pequeno desabar em minhas costas e quando fui rude
senti a mão pesada do destino em minha face
que não doía mais que o verme sujo que em meu interior
remoía palavras sujas. Maldito verme! Culpa!

Estou perdido num sonho que nunca desejei sonhar
Não vejo um caminho que possa me levar ao inicio.
Tanto eu queria ser, vencer. Nada fui, nem venci.
dizia meu anjo "Se ainda respiras, é por que podes ser feliz".
Não sei qual a maior mentira. 
Felicidade ou os sonhos que roubei de mim
Estou fraco e cansado, mas devo seguir.


Thiago Grijó Silva

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Infelicidade

A tristeza é um corpo vil 
Que aprisiona minha mente
O futuro é o carcereiro
e sua arma são minhas mãos
atadas, e a caneta sem tinta
as pernas fincadas no meio
desta estrada chamada vida.

E daqui não me movo
Olho pro céu e o que vejo
Não faz parte das minhas lembranças
É um mundo novo, frio
Onde eu não encontro
Os olhares inocentes
Do mundo onde eu vivia.

E procuro uma luz
Olho para o horizonte
e vejo o dia nascer nublado 
E meus sonhos se escondem,
atrás daquelas nuvens
Numa manhã escura que perpetua
Minha triste infelicidade.


Thiago Grijó Silva

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Mil Tentativas


Eu juro! tento de tudo!
Um convite amigável,
um papo barato,
num restaurante,
padaria ou boteco.
Eu tento, sério!

Me interessar pelo seu papo
Manter o olhar centrado
Não ser rude ao tentar
encontrar você em outros
Beijos que não encaixam
Abraços que não abraçam

Queria ter o seu retrato
E dizer: "Para eu te amar,
É assim que você deve ser!"

Danielle Sousa & Thiago Grijó Silva 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Sonhos e Esperanças



Hoje o dia é cinza 
e a palidez do futuro 
Me torna invisível 
aos sonhos que me escapam,
feito água pelos dedos, escorrem.
Fluindo rumo ao horizonte.

E eu que não tenho navios
deles me despeço, e peço
voltem qualquer dia
para me trazer uma migalha
de alegria.


Thiago Grijó Silva