quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Janela Para a Dor



Hoje é um dia triste
Solitário...
Confuso são os sonhos
que não se manifestam
nem me matam...


Hoje é um dia sofrido
Perdido...
Preso as minhas ilusões
não sou mais do que um
boneco, que manipulo...


Hoje é um dia de dor
Morto...
Vivo são os desejos
que não deixo queimar
e por fim sucumbem...


Hoje é um dia que se foi
Passado...
O amanhã trará uma nova vista
que se põe sobre seu nome
e o presente se perderá...


                                                                                       Thiago Grijó Silva

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Só Você Mesmo



Não sou digna de receber tal elogio
Só digo o que meus ouvidos escutam
E seria eu digna de ouvir esse som
Que me parece um canto

A levar minha vida adiante,
A buscar no mar um porto.
Você sempre consegue
Inspiração, que inveja,
Eu me disse.

Vou conseguir continuar, sem inspiração?
Ouço o canto do poema
Que responde a esse dilema:
"Não me forçe a fazer versos"

E eu interpreto que cada palavra escrita
Deve ser sentida, não forçada ou expulsa,
mas dita com vontade, gritada
E compreendendo o segredo
Eu declaro:

“Não vou estragar tão lindo poema.
Deixo por conta da inspiração.”



Thiago Grijó Silva e Mikaela Pires Serafim

O primeiro poema postado aqui que não é de autoria apenas minha. Parabens Mikaela.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Feliz Natal



Tudo que eu gostaria nesta noite
Era poder te dar um abraço
E desejar um ano de felicidades,
Que Deus ampare suas lagrimas.

A noite inteira, passei rezando
Aos anjos implorando seu perdão.
Decidi que não mais o queria
E agora, peço que velem sua tristeza.

Imaginei mil maneiras de te falar
Em como me aproximar, te abordar
Pegar na sua mão, e ao mergulhar
nos seus olhos, dizer que te adoro.

Sonhei com teu corpo até agora
E já sabendo que nunca será meu
A Deus, não pedirei esse "milagre"
Mas que você tenha um Feliz Natal!


Thiago Grijó Silva

Eu não espero que você leia...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

As Ruas da Cidade






















Um homem andava pelas ruas da cidade
A sombra de uma porta estava à agonia
De um homem que andava sozinho
Pelos becos escuros de um subúrbio frio.
A noite olhando pro teto sorria
Perguntava-se onde esta o brilho da vida.
Na noite andando pela rua numa decida
Depois uma subida
Olhava para as luzes
Como quem chama
Os sentimentos das ruas
Por onde passava as noites
Chorando ou mendigando um pouco de amor
Questionando sempre
Onde foi que ele errou.

Até que numa rua da cidade
Encontrou-se com a metade de um inteiro
Que ele tinha visto partir
E se deixando levar pela saudade
Descobriu-se na eternidade de sonhos
Que não podem morrer
E na maravilha de lembranças apaixonadas
Tornou-se uma figura fascinada
Pela arte e pelo amor

Que descobriu nas ruas da cidade
Por onde andava um homem de meia idade
Se sentindo retrógrado
A sombra da juventude
A frente do espelho
Do mal que se tornou
Do horror que se instalou
No olhar de piedade
De um homem que andava pelas ruas da cidade
A sombra de alguém que ele amou.

Carregando o mundo pelas ruas da cidade
O homem, cansado e fraco
Queixou-se de dor.
Deitou-se nas ruas da cidade
Fechou seus olhos
E nunca mais acordou...


Thiago Grijó Silva

sábado, 17 de dezembro de 2011

Momento de Solidão






















Estrela brilha no céu
Que eu não enxergo
Minha vida é um caminho
Traçado na escuridão.

O destino esta presente
Em meus braços
Mas eu não carrego
Nada além da minha solidão.

Trago nos olhos
Um amor que não sente
E um desejo ardente
Que não posso consumar.

Estrela brilha no céu
Que eu não enxergo
Minha vida e tristeza cantada
Por quem sabe poetar.

Trago na escuridão do caminho
Sentimentos vazios,
Um momento de solidão.
Nas lembranças eu morro
Mas a própria morte me revive
Na escuridão do caminho
Que eu não ouso enxergar.


Thiago Grijó Silva

sábado, 10 de dezembro de 2011

Manchas


Eu me lembro vagamente
Deste dia e dos outros
Onde me contentava
Um mero fetiche,
Não a banalidade dos dias
Decorridos quase sempre
Do infortúnio que me gerava
A ausência de tuas palavras,
Mas sim a  insubstituível
Marca sagrada, que não cura
As manchas que me obscurecem,
Um mero detalhe.
Não que seja importante
Mas eu ainda pensava
Que você se lembrava...


Thiago Grijó Silva

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Engano






Você me acusa de te matar
Mas quem foi que morreu?
Acredite eu morri mais que você
E não importa o que tu pense
Nem o que digas
Eu morri por vários dias
Enquanto tu não aparecia.

Você me acusa de te fazer chorar
Mas quem foi que chorou mais?
Acredite que eu chorei muito
Muito mais do que você nunca
Choraria, muito mais do que uma vida
Eu chorei até agora
Por uma sombra na minha memória.

E você diz que eu sou perverso
Que eu destruí a sua vida
Como se eu tivesse planejado
Ou não tivesse nem sofrido
E apenas quisesse ter te destruído
Como se meu coração não tivesse morrido
E eu não o tivesse enterrado, a gritos!

E você diz que só você sofreu
E que para mim nada mudou
Como se eu não tivesse sentido
Cada golpe do punhal
A perfurar meu coração
Que morto já não gritava
E eu que sonhei até agora
Pra no fim te ouvir me dizer

Que eu te destruí
Te matei e te feri
Que graças a mim você sofreu
Como se eu quisesse te matar
Mas eu nunca te feri
E não era pra te magoar
Mas se foi esse o resultado
Me desculpa por ter errado
Eu só fiz ficar apaixonado.


Thiago Grijó Silva

Dedicado a uma sombra chamada Tais...



Porque as suas palavras doeram mais do que qualquer coisa...

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Noite de Chuva



Noite de chuva
Atrás da sombra o silêncio
Da madrugada perturba
Meu coração.

Noite de chuva
Os meus pensamentos
Bóiam dentro do mar mórbido
Da minha vida sem rumo
Na qual mudamos o curso
Sem ver em que direção se vai.

Nada mais
Vejo a minha frente
Apenas sombras vagam pela minha mente
E nada mais ouço passar
Apenas um sussurrar no pé do ouvido
E o medo, meu velho amigo
Que nunca quis me abandonar.

Noite se vai
Como a chuva que cai
Perturbando as lembranças
De quando eu era criança
A memória do meu pai.

Noite de chuva
De chuva que cai
E pra mim sobra apenas
O tempo para lamentar
Para ver onde vou errar
E qual o próximo tiro que não vou acertar.

Noite escura
A chuva cai
Ando nas sombras
Mas é Deus quem vai
Guiando-me os caminhos
Por isso nunca estou sozinho.

Chuva cai
Mas vai parar.
Sofro hoje,
Mas amanhã não vou chorar...


Thiago Grijó Silva

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Eu Preciso


Eu gostaria de libertar os meus desejos
Uma vez mais nesta vida...

Poderia até pensar em nunca mais faze-lo
Renunciando tudo aquilo que desejo
E desperdiçando minha idade, como agua
Cavando a cova cada vez mais amarga
Intimidando minha natureza até mata-la,
Só para não te assumir minha fraqueza
Outra vez, dizendo querer liberta-la.



Thiago Grijó Silva

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Alma Árida


Traz o mal aqui
E o manda se sentar.
De a ele de comer e bebida de graça
Diga que eu o sirvo, idolatro.

Traz o bem aqui
E o manda ajoelhar.
De a ele umas porradas e não pare de surrar
Diga que me sirva, mande-o se curvar.

Traz o pesadelo aqui
E o mande se acomodar.
De a ele um aposento e o deixe ficar
Diga que é meu amigo, não precisa pagar.

Traz o sonho aqui
E o manda se matar.
De a ele uma razão e o deixe pensar
Diga que sou seu inimigo, e o deixe sangrar.

Traga-te aqui
E me mande parar!
De a mim a punição por te enfrentar
Diga que me perdoa, e me faça me amar...



Thiago Grijó Silva

Primeira Pagina




Eu vinha trazendo nos dias que seguiam
Uma carga que de certo, eu queria me livrar.
E hoje eu já não penso de muitas maneiras em como poderia fazê-lo
Atenho meu tempo a curtos problemas que tendem
A crescer descontroladamente mais rápido
Do que jamais consegui andar.

Eu vinha já por esses dias pensando
Em me livrar de todo esse peso e talvez
Abordar uma espécie de fruto doce
Que me liberta-se do sabor amargo
Que tem sido o aperitivo do meu paladar apurado,
Durante o que chamo de vida.

Eu já pensei, mais de uma vez, nesse momento
E antes nunca se mostrou tão claro, e é óbvio
Que não entendo o significado dessas estrelas
Que a mim, nada dizem a respeito do que, de certo,
Não procuro compreender por completo
Me mantendo vendado no caminho guiado por um cego.

Eu já via a luz, que agora parte, mas já partiu outrora
Quem sabe não volta qualquer hora
Mas de certo, eu sei, que não me cabe conhecer o ir e vir da felicidade
Mas recebe-la em minha casa, ainda que essa seja a estrada,
Já me é a bênção de que preciso, por Deus para mim ofertada
Mas por estes dias não tem vindo, talvez me olhado, mas sumido.

E eu já cansado ando pensando em jogar fora esse fardo
De carregar essa carga, pelas noites e dias, cada vez mais pesado
E tem dias que oro, quase choro, e retumbante esse meu penar desnecessário
A tal ponto que se os anjos não rissem, eu riria por eles
A observar sempre as mesmas palavras, em contextos iguais
Refletindo um estado de perpetua impermanência.

É. Eu já carreguei essa carga por tempo demais, vai-te!
E não te ponhas em meus ombros nunca mais!
Antes fosse tão simples, mas ações não se constroem
Em pensamentos que nunca viraram nem ao menos palavras.
E ainda agora trago essa carga, um fardo que me incumbi de levar
E que acaba por me levar, para algum lugar...


Thiago Grijó Silva

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Amor




Eu quero gritar o seu nome
E destruir o muro que me afasta de você.
Eu quero arrebentar as correntes
E correr de encontro a essa felicidade.

Eu quero rasgar o meu peito
E extrair dele, em palavras, todo esse sentimento.
Eu quero morar nos seus sonhos!
E respirar, em cada dia, a tua presença.

Eu quero parar de sentir tua falta
E por abaixo a cortina que afasta nossos olhos.
Eu quero consumar esse desejo
E unir nossas mãos, ainda que por uma noite apenas.

Eu preciso destruir o muro que me cerca
E arrebentar as correntes que me prendem longe de você.
Eu necessito do seu carinho, da sua atenção
E preciso gritar o teu nome entalado no meu coração.


Thiago Grijó Silva 

domingo, 6 de novembro de 2011

Espinho


Não posso te oferecer um abraço.
Não posso te dar meu conforto
Ou oferecer um pouco de carinho
Nem posso pensar em te procurar.

Não posso te dizer que estou contente.
Não posso te falar: "meus parabéns!"
Nem sequer posso te mirar os olhos
E dizer que me alegra saber que tudo esta bem.

Não posso te dar minha amizade.
Nem acalmar meu coração com sua voz suave
Me dizendo que acabou, mas não posso
Nem ao menos procurar saber sobre você.

E isso dói muito, dói demais.
Te ver acuada ou alegre e não poder
Nem ao menos ter o direito de me preocupar
Machuca muito. Machuca demais...



Thiago Grijó Silva

Eu deveria dedica-lo. Mas não irei faze-lo.

sábado, 5 de novembro de 2011

Meu Céu




Eu procuro no sangue uma cura
Que reine a morte na noite escura
Que eu procuro na vida uma saída
Eu reino só, entre os dias.

Eu busco no amor uma dor
Que reine o silêncio sobre o nome
Que eu procuro na guerra a justiça
Eu busco só, muitas mentiras.

Eu desejo nas trevas um sonho
Que reine o bem nos meus pesadelos
Que eu quero no futuro a loucura
Eu desejo só, meus medos.


Eu preciso nas veias teu nome
Que reina no céu o teu rosto 
Que eu quero no passado a lembrança 
Eu preciso só, de esperança.


Thiago Grijó Silva

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Sexo Dos Anjos


A beleza da pura estupidez
De elevar ao mais alto grau
Sua ignorância e insensatez
Transbordar a discórdia
Entre idéias confusas
Acerca da verdade absoluta.

É a singela proteção
Em eterna revelia
A união da guerra
Com a paz que já fora vencida
Antes de poder entender
Acerca das palavras ditas.

O sentido se confunde
Com a falta da razão
Acusações sem base
É a essência do combate
Que insistem em travar
Acerca da vitória que não vão alcançar.

É a ignorância conduzindo
Em eterna escuridão
Tomando as rédeas da tripulação
Incapaz de entender
Continua a bravejar
Acerca da certeza que não pode provar.


Thiago Grijó Silva.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Linda Flor II


Plantei uma semente
Na terra da esperança
E dela nasceu um talo
Que me trouxe a lembrança
De um passado iluminado
Que se tornou sombrio
Mas preciso revigorá-lo
Para mais uma vez poder senti-lo.

Adubei esse talo com carinho e amor
Escrevi versos forçados
Para pedir desculpas
Ao meu amor
O talo com medo
Não sabia o que pensar
Mas para minha felicidade
Começou a desabrochar de alegria
A cada verso meu que dizia:
“Vim para me desculpar”.

E como foi grande minha alegria
Ao ver o talo se transformar
Na linda flor, que eu queria.
Sorrindo pro sol, todos os dias.
Afastando as trevas desse
Passado sombrio
E nos deixando apenas
As boas lembranças
Que nos cabiam
Do que queríamos partilhar.

Conversamos durante alguns dias
E toda aquela alegria
Que no passado eu sentia
Voltou para preencher os meus dias
Sempre que você me dizia: “ola”.

Mas passado algum tempo
Você parou de falar
E o sol cedeu seu lugar
As pesadas nuvens
Que vieram me encharcar
De duvidas e medos
Sobre o que você poderia pensar.

E a linda flor que eu fiz renascer
Cedeu seu lugar a treva
Que eu queria esquecer.
E agora,
Eu vago pelo jardim das rosas,
Vivas ou mortas,
Procurando você...
 

Thiago Grijó Silva

sábado, 29 de outubro de 2011

Noite Perdida


Por que essa noite foi tão triste

Se não tenho uma única razão para chorar.
Porque me sinto derrotado
Se nem fui instigado a lutar.

Porque essa noite me deixou tão triste

Se em momento algum me machuquei.
E porque perto de tantas pessoas
Eu continuo a me sentir isolado.

Eu não me entendo

Juro que gostaria de me explicar
Porque choro? Motivos não há...

Por que essa noite me deixou assim

Juro que não sei porque estou triste
Se nem ao menos me fizeram sofrer...



Thiago Grijó Silva

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Sombra


Pode me ver?
Penso que não
Mas bem que você gostaria
De descobrir porque sumo.

Pode me entender?

Penso que não
Mas bem que você queria
Acreditar que me conhece.

Podes tentar me seguir

E ainda assim nunca vai me tocar
Sou a sombra da noite, a vagar.

Tantas mãos já me estenderam

Não perca seu tempo a tentar.
Sou a sombra da noite, a vagar. 





Thiago Grijó Silva

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Respostas


Eu procuro uma resposta
Um dia de paz
Onde me contente o prazer
Ao inves do medo.

Eu procuro um dia de luz

No rastro que a escuridão me deixou
Onde eu encontre flores
Sem espinhos.

Eu busco o alvorecer de uma nova VIDA!

Um simples sorriso, me basta.
Tocar as nuvens e ter a certeza
Que a tormenta já passou.

Eu busco tanto, e por tanto tempo,

E de tantas maneiras, essa resposta
Que nunca pensei em indagar-me
Se não sou eu quem fecha as portas.






Thiago Grijó Silva

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Aroma da Nostalgia


São pequenos erros
que construo.
E não edificam imagens
A todo o momento.
Mas conjecturam uma especie
De reprimidos pensamentos
Que extravassam apartir
Do mais leve sentimento.

São pequenas ruas
que construo.
E não atravesso
Nenhuma das avenidas.
Mapeando os bares fechados
 

De ideologia e condimentos
Ao espirito perdido, vagando
na poesia de copos vazios.





Thiago Grijó Silva

domingo, 16 de outubro de 2011

Eu Procuro


Eu desejo o impossível
Tudo que a distancia
Não te deixa me entregar
Numa noite no quarto
Desfiando meus pontos fracos
Rindo de qualquer tolice
Apenas alguém que me ouvisse.

É o que eu desejo.
Que passe as horas comigo
Vertendo em qualidades as
Complicações, de quem perderia
Mil noites ao seu lado desmaiando de sono
Por culpa de tantas noites em claro.

É o que eu procuro.
Isso é tudo que eu já quis
Alguém que me espere chegar.
Já não me espera.
Estou aqui!


Thiago Grijó Silva

Baseado numa postagem do blog de uma amiga.

sábado, 15 de outubro de 2011

Fenix

Eu Sou.

 Sou como dois rios
Que nunca se cruzam
E isolados não acham seu rumo.

Sou como o cume
Que o céu não alcança
E aficionado, se detêm em lembranças.

Sou como a chama
A sufocar sob a água.
Como a brisa
A dissipar a existência.
Como a estrela
Iluminando a escuridão
Para findar sua vida
Sucumbindo sozinha
A própria escuridão...



Thiago Grijó Silva 



video
Musica: Eu não tenho tempo - Zeca Baleiro


Eu dizia:
"Eu sou poeira nas estrelas,
E a chuva do deserto.
O sol da sua vida,
Seus moinhos e castelos."


Hoje as estrelas morreram, 
A chuva secou,
O sol se pos, 
E o sonho acabou...

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Melodia de Nossas Vidas


Faça os sonhos se perderem
Em meus delírios
Carregando meu corpo
Durante as horas que passarmos
Entre os muros desta vestimenta
Que não me cobre a vergonha
Da ânsia que sinto
Em me perder nos teus olhos
E fazer de teus braços um refúgio
Um quarto escuro, salvo do mundo
Onde eu e você nos tornamos
A melodia que nunca finda
Nos completa,
É infinita...




Thiago Grijó Silva

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Busca de um Sonho


Hoje eu acordei querendo um sonho
E fui busca-lo a sua casa
E frente a porta trancada,
Fiquei a esperar...

E como o tempo não passa
Contei nas janelas
Nenhum convite para adentrar.
Fiquei a esperar...

Enquanto o dia vai morrendo
Paro! E tento chamar.
Nenhum sonho habita por lá,
Mas continuo a esperar...





Thiago Grijó Silva




sábado, 8 de outubro de 2011

Parabéns


Para que o céu caísse
Ainda necessito de magoas,
Rumores de um sonho,
A infância destronada,
Botando meu futuro no chão.
É... derrotado estou diante da vida
Não adianta lutar se no outro dia
Só virá, feridas...


Thiago Grijó Silva

Tempestade



Vai caindo a chuva lenta
E deságua em mim
Pensamentos que não me torturam

Vão criando uma ilusão
A quem não me conhece...

Vai descendo a chuva lenta
E ressoa em mim
Os trovões que cantam,

Não dançam, a amargura
De quem lhes escreve...



Thiago Grijó Silva

terça-feira, 4 de outubro de 2011

My Book


Ontem me deu uma idéia
Que veio de um lugar vazio
O sonho me narrava
Um sentimento sombrio
E a noite cantava
Um leve gemido
Traduzindo
Aos poucos meu medo
Transformando em pequenos
Sonetos todos os meus pesadelos

E no raiar do dia
Meu corpo renascia
Como a ave de fogo
Que surge das cinzas
Mas quando o sol ia
Meu corpo morria
Como uma estrela
Que já não brilha

Lapidando cada palavra com maestria
Escrevi vida pós vida
Os sonhos que me desciam
A mente nas noites sombrias
Onde o medo me seguia
Por ruas escuras e sem saída
Onde eu me encontrava perdido
Dia pós dia

A cada segundo
Abria-se uma ferida
Em meu cadáver
Soterrado em papeis
Escritos com sangue
Os sonhos que me narravam
Morrer e nascer
Sempre assim
Numa sina sem fim
Até eu desistir de viver...


Thiago Grijó Silva

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Notório


O simples é notório
O complexo é obvio
Para quem procura discutir,
Debater, contradizer
Só para responder
O que de antemão, o poeta sabia.

O complexo é notório
O simples é obvio
Para quem não procura discutir
Debater, contradizer
Não precisa responder
Basta aceitar e entender.

O básico é notório
O profundo é obvio
Para quem analisa,
Procura, pesquisa
Até encontrar a resposta,
Que o poeta já sabia.

O profundo é notório
O básico é obvio
Para quem não pesquisa,
Procura, analisa
Já tem a resposta
Em versos e prosas.


Thiago Grijó Silva

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Egocentrismo

Eu quero escrever
Quero compor
Quero viver
Quero o amor

Quero o melhor
Quero o destino
Quero os sonhos
Quero o infinito

Eu quero te ver
Quero ser
Quero sentir
Quero dizer

Me mostrar, aparecer
Quero acontecer
Pra todo mundo
Pra você

Quero ser o epicentro do mundo
Quero ser o dia
Quero ser o escuro
Quero ser Deus, o homem,
Quero ser tudo...



Thiago Grijó Silva

sábado, 17 de setembro de 2011

Cavaleiro da Escuridão


Como um cavaleiro solitário,
Sigo esta triste canção,
Carregando nos braços,
Lamurias da minha antiga paixão.

Como um poeta calado
Busco sempre solidão,
Cavalgo perdido nos galhos da mata,
Dentro da escuridão.

Sigo o caminho que a lua me revela,
Olho através dela e avisto um mar de estrelas infinitas,
Brilhando na escuridão infinda do universo que se cria.

Como este universo eu parto, do vazio para a criação
Como este universo eu regresso, da luz para a escuridão
Sou poeta as cegas, escrevendo coisas do coração,
Um guerreiro desarmado,
Com um propósito, mas sem um dragão.
Sou um poeta calado
Cavaleiro da escuridão.


Thiago Grijó Silva

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Meu Lamento


Memorizei pinturas esquecidas
Sob as arquiteturas
Das escuras avenidas
Visualizei paisagens
Sob o céu desnudo
Privado de brilho,
Escuro...

Calei a alma
Do meu triste coração
Por ouvir a razão
Da minha amiga, solidão.

Chorei a valsa
Do meu ultimo tormento
Debulhado em palavras
Escrevi as magoas
Do meu lamento

Calando as pinturas esquecidas
Sob as arquiteturas
Das escuras avenidas
Visualizei a dor
Sob o céu sem cor
Privado de sonhos
E amor...


Thiago Grijó Silva

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Partida


Ao som do abandono
O coração aflito
Cansado, marcado,
Lamenta ter morrido

Ao som da partida
As palavras vazias
Enquadram-se, perfeitamente,
Na tristeza da poesia

Ao som do caminho
Onde um velho destino
Perpetua meu sofrer

Ao som do carinho
Afaga com frio
Meu ser...


Thiago Grijó Silva

sábado, 3 de setembro de 2011

Incompleto


Quando já não lhe bastarem
Mais as metáforas
Da vida apenas, 
Lhe restara à saudade.

Quando já não lhe bastarem
Mais as palavras
Dos poemas apenas, 
Lhe restara à vontade.

Quando, por fim,
Já não te sobrar uma vida
Dos sonhos apenas,
Lhe restara as mentiras.


Thiago Grijó Silva

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Lagrimas de Sangue

Eu não posso te ver
Sentir nem te tocar.
Seus olhos que me assombram
Não podem me amar...

Eu não tenho como fugir
Me esconder nem lutar.
Meus sonhos me abandonam
Não te esperam regressar...

Eu já nem tenho como viver
Te amar, nem odiar.
Meus olhos jorram sangue
Não conseguem parar de chorar...




Thiago Grijó Silva

sábado, 27 de agosto de 2011

O Botão Que Se Perdeu

Perdi um botão que queria viajar
Procurei em todos os cantos
E não consegui encontrar.

Chamei-a pelo nome
Ela não me respondeu
O vento me soprava
Que ela se perdeu.

Escrevi uma carta
Destinada a esta flor
Perdida, tão longe,
Do seu amor.

E dei ao vento
Para que ele lhe entregasse
Esta carta dizendo
Estou com saudade.


Thiago Grijó Silva

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O Quinto Cavaleiro




Trago a vantagem
Nesta época tardia.
Ofereço-te o melhor
Para que tenhas um apreço
Pela minha serventia.
Muito prazer
Eu sou a Conquista!









Trago a espada
Nesta época sombria.
Ofereço-te o sangue
Para que proclames meu nome
Ante os falsos profetas.
Muito prazer
Eu sou a Guerra!




Trago a balança
Nesta época sem esperança.
Ofereço-te o prato vazio
Para que sempre tenhas a mesa
A fartura de não ter.
Muito prazer
Eu sou a Fome!





Trago a gadanha
Nesta época sem sorte.
Ofereço-te meu nome
E quem sabe o inferno
Que me segue de perto.
Muito prazer
Eu sou a Morte!






Trago estes nomes
Na minha historia vivida.
Ofereço-me a Fome, a Morte
A Guerra e a Conquista
Sou vitima e propagador
Destes nomes.
Muito prazer
Eu sou o Homem!








Thiago Grijó Silva