terça-feira, 17 de novembro de 2015

Teu Público

Ouviram de todos os lados
A versão mal contada de teus lábios
Procurando te entender
Sem compromisso com a verdade
Sem tempo para desculpas
Culpa! Culpa! E Culpa!

Por piedade lhe tomaram
De caricias e cobriram de ilusões
Sua versão da minha historia
E terminamos o filme
Com o aval do teu público
Bravo! Bravo! Bravo!

Eu que sempre estou errado!
Me perdoe pelos outros
Que não falam o que você conta.
Me perdoe as atitudes
Daqueles contra quem tu te levantas.

E já que sou culpado
Me perdoe o verso errado
E tudo que foi apagado.
Me perdoe essa resposta
Covarde como tu...

Não es em teus anseios de medo
Sobre minhas supostas fraquezas
Interpeladas pela doentia mente
De olhos que enxergam em mim,
Mas não a mim,
O mal do qual padece
os mesmos olhos que me enxergam.

Ainda assim, vou te dizer
Em versos, prosas, com gestos
Em todo e em cada manhã
A beleza de um sorriso
Que faz padecer os malefícios
Causados pela rigidez
Do teu olhar doentio.

Eu termino, retificando as mentiras
Sem pretensão de disseminar a verdade
Sem dar nomes ou diretrizes
Braveje, que a verdade não muda.
Eu mudo, para que você pare de julgar.
Você julga, porque não quer enxergar.
E como estou sempre errado
Não paro de me desculpar.


Thiago Grijó Silva

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